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Devocional
Pr. Davi F. M. Cáceres
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07/02/2012

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PERDÃO II

 Na semana passada iniciamos nossa nova série de devocionais e o primeiro assunto que refletimos - e continuaremos essa semana - é o perdão. Meditamos na semana passada em quatro compreensões sobre o perdão. Caso você não se lembre de todas as compreensões volte a devocional da última semana e relembre rapidamente o que dissemos. A partir de hoje, nosso pensar será sobre o que perdão é. Uma boa semana de reflexão na palavra de Deus.

Terça-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Êx.34.7; Nm.14.18; I Rs. 8.30-40; Sl.103.3; Rm.4.7

1. O perdão deveria ser entendido como uma decisão e não como uma emoção. Ou seja, eu não preciso "sentir" algo no meu íntimo para perdoar alguém. O que preciso é perdoar. Essa decisão/disposição não é fruto dos meus sentimentos, mas das minhas convicções e crenças que me levam a agir desse modo; é um ato da nossa vontade. Nossas convicções e crenças são fundamentadas na Palavra de Deus, e nela vemos que Deus nos perdoa (vd. Sl.103.3). Perdoar é uma decisão de Deus, é um ato de Sua vontade (vd. Êx.34.7;Nm.14.18). Ainda que nós sejamos infiéis para com Ele, mesmo assim Ele nos perdoa (vd. I Rs.8.30-40). Deus, em Sua imensa graça nos concede perdão (vd. Rm.4.7). Vimos que Deus é perdoador, mas lembre-se dessas duas considerações que faremos agora: a. Não utilize o caráter perdoador de Deus como desculpe para manter uma vida de pecado; b. Saber que o perdão de Deus para comigo é uma decisão e não um sentimento resulta em implicações para minha vida cotidiana. Qual a implicação primária desta verdade de que perdão é uma decisão, que reflete o caráter de Deus? Existe alguém que você precisa perdoar e que você estava aguardando "sentir" algo para tomar essa decisão? Aliste essa(s) pessoa(s). Qual deve ser sua decisão agora?

Quarta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Fp.4.8; II Co.10.5; Hb.8.12; Sl.139

1. Estamos construindo o que perdão é e ontem vimos que perdão é uma decisão. Porém, que decisão? Perdão é a decisão de não mais trazer a ofensa à tona em quatro esferas de relacionamento: diante do ofensor, diante de outros, em meus próprios pensamentos e diante de Deus. Contudo, perdão não é esquecimento (vd. Hb.8.12). Deus nos perdoa e não pode se esquecer, pois Ele é onisciente (vd. Sl.139). Deus então decide não mais trazer a ofensa que cometemos contra Ele a tona. Nesse sentido, perdão passa pela maneira como eu lido com os meus pensamentos (vd.II Co.10.5). Cada um de nós é responsável pelos seus pensamentos (vd. Fl.4.8). Uma vez que não me esqueço, lidar com os pensamentos implica em não ficar alimentando em sua mente o fato ocorrido, buscando imaginar o que falaria se houvesse uma nova oportunidade, ou desejando vingar-se da pessoa ofensora ou, até mesmo, questionando a Deus entre outras possibilidades. Lidar com os meus pensamentos passa por: "Ok, lembrei-me da ofensa, o que devo fazer agora? Alimentar esse pensamento uma vez que decidi perdoar ou levar este pensamente cativo a Cristo e pensar o que for puro, amável, etc.?". Olhe para os seus últimos pedidos de perdão e descreva como você tem lidado com os seus pensamentos em cada uma das situações. Quais são as situações de ofensa mais potencialmente difíceis para você perdoar? Que passos você pode dar para lidar com os seus pensamentos quando a ofensa vier à mente?

Quinta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Nm.20.1-13; 27.12-17; Dt.32.48-52; II Sm.12.13,14

1. Você já viu o que perdão é. Seria interessante vermos o que perdão não é. Perdão não deveria ser confundido com absolvição. Absolvição relaciona-se com as conseqüências da ofensa, enquanto o perdão relaciona-se com a nossa relação pessoal para com a ofensa. Nos textos que lemos hoje vimos que Moisés fez o que era mal aos olhos do Senhor e lhe foi tirado o privilégio de entrar na terra prometida. Deus perdoou a Moisés, ou seja, não mais levantou a ofensa perante ele, mas não lhe eximiu das consequências do seu pecado. Veja a mesma situação na vida do rei Davi. Ele pecou e Deus perdoou o seu pecado, mas ele não ficou livre das consequências do seu pecado. Esse seja, talvez, um conceito bastante difícil de compreendermos, pois geralmente entendemos que uma vez perdoado nada mais pode ocorrer ou ser feito. Absolvição não é o mesmo que perdão. Descreva com suas palavras quais foram as suas compreensões da distinção entre perdão e absolvição. Como você pode perdoar alguém, sem absolvê-lo e ainda assim demonstra amor por ele? Descreva. De que maneira esse conceito de perdão/absolvição relaciona-se com a dinâmica de disciplina bíblica? Escreva.

Sexta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Lc.17.3-10; Ef.4.32

1.  Vimos o que perdão é e o que perdão não é. Para finalizarmos a nossa semana precisamos nos lembrar duma verdade muito importante. Perdão não é uma questão de ter uma grande fé ou de termos mais fé, é uma questão de obediência. Diante da realidade do perdão, somos desafiados a exercitar a nossa fé. O perdão não é natural para o homem caído. O homem não regenerado não abre mão de seus supostos direitos por amor a um ofensor; seu desejo é sempre para o seu próprio prazer e benefício. Contudo, devido o perdão de Deus por meio de Cristo, somos capacitados com todos os recursos necessários para perdoarmos. Não precisamos de mais fé, apenas precisamos obedecer e seguir o modelo de Deus. O desafio do perdão é grande, os recursos dados por Deus a nós são suficientes. Use este tempo agora para orar e colocar diante de Deus quais são os seus desafios nesta área do perdão e adore-O pelo fato Dele ter deixado um modelo bastante claro de perdão para que pudéssemos seguir e obedecer.

Pr. Davi F. M. Cáceres
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Pr. Davi F. M. Cáceres
Pr. Davi F. M. Cáceres
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