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Devocional
Pr. Davi F. M. Cáceres
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19/02/2013

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LÍNGUA

 Depois de uma pequena pausa durante o período do feriado, retornamos com nossa série de devocionais sobre Vida Cristã. Meditaremos nesta semana sobre a língua. Não me refiro ao órgão que compõe o nosso corpo, mas a um dos resultados produzidos pela ação desse órgão, juntamente com outros órgãos que formam o sistema fonador - a fala. De maneira mais popular chamaríamos aquele que usa mal a sua língua, a fala, de falastrão ou ainda, de modo mais claro, maldizente. O que usa bem a sua língua, a fala, de sábio. As Escrituras são ricas em descrever aquele que usa mal a sua língua e os resultados disso para sua vida, bem como aquele que usa bem a língua e os resultados. Espero que ao meditarmos neste assunto venhamos a crescer em sabedoria e sejamos prudentes ao falarmos.

Terça-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Lc.6.43-45

1. Para começarmos nossa reflexão devemos olhar aquilo que está por detrás do nosso falar, das palavras que saem de nossa boca produzidas por nossa língua. O evangelista Lucas nos informa sobre um dos ensinos de Jesus (vd. também Mt.12.33-37). Desejoso de ensinar seus discípulos, Jesus se utiliza de uma ilustração para explicar de onde procede aquilo que sai de nossa boca, ou seja, nossas palavras. A imagem é simples, o bem produz bem, o mal produz mal. Não há qualquer maneira de algo mau gerar algo bom, assim como árvores frutíferas não produzem espinhos e vice-versa (vd. Lc.6.43,44). A partir do exemplo, Jesus ensina uma verdade: "a boca fala do que está cheio o coração" (vd. Lc.6.45). Ou seja, aquele que nutre o seu coração com piedade expressará piedade em suas palavras. Todavia, aquele que se farta de impiedade exalará a sua impiedade em suas palavras. Nesse sentido, aqueles famosas expressões como "Puxa, escapuliu!", "Veio na ponta da língua!", "Sou sincero. Falo mesmo! O que posso fazer?" ou "Não consigo ser falso!" entre outras, só refletem claramente aquilo que está no coração da pessoa; um desejo ardente de externar todos os seus pensamentos e considerações sem qualquer consideração bíblica sobre aquilo que será dito, apenas mostrando o coração. Gostaria que você refletisse momentaneamente no seguinte: com o que você tem nutrido o seu coração? Se você não sabe, aliste: Quais são os temas que mais visitam a sua língua? Que assuntos rodeiam a sua mente e criam morada, norteando as suas conversas? Pense em situações como: só falo em trabalho, dinheiro, futebol, sexo, sobre pessoas ou santidade, piedade, verdades bíblicas, no que você pensa? Espero que isso o ajude a perceber duas coisas: 1. O que você tem em seu coração; 2. Com o que você tem alimentado o seu coração.

Quarta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Tg.3.1-8

1. Sabendo que nossas palavras refletem aquilo que temos em nosso coração, podemos dar um passo além desse e olhar para um importante texto que discorre sobre o assunto da língua, Tg.3.1-12. Ao lermos este texto percebemos verdades fundamentais para nossa vida. Vejamos algumas. A primeira delas está no segundo versículo: O que domina a língua domina o corpo e é varão perfeito. A ideia aqui reflete alguém que consegue refrear os seus desejos mais carnais para expressar somente aquilo que é segundo a vontade de Deus. A maneira de Tiago explicar é trazendo a figuras do dia a dia mostrando como algo pequeno pode contralar o todo. Inicialmente um cabresto (vd. Tg.3.3), depois um leme (vd. Tg.3.4), terminando com a fagulha (vd. Tg.3.5). Todas essas figuras possuem similaridades, são pequenas se comparadas com o que causam ou o que governam. Uma fagulha não é nada perto de um incêndio; um leme não é nada perto dum navio; um cabresto não é nada frente a força de um cavalo; contudo, se não houver fagulho não chegamos ao fogo; se não houver leme não governamos o navio; e, se não houver cabresto o cavalo fica indomável. Se nossa língua, aquilo que falamos, não for dominado produzirá efeitos catastróficos (vd. Tg.3.6a). O fato é que a língua é dificílima de ser dominada, pelo fato de ser um mundo de iniquidade, contaminada, mal incontido, carregada de veneno mortífero (vd. Tg.3.6b,8). Ao dizer que nenhum homem é capaz de dominá-la, Tiago reafirma o que disse no verso 2: "se alguém não tropeça no falar é perfeito varão". Olhando para a sua vida você pode dizer que é alguém que tem domínio sobre a sua língua? Dê os motivos de sua resposta. O que lhe falta para crescer neste domínio da língua? Descreva.

Quinta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Tg.3.9-12; 4.11

1. Até aqui pensamos em duas verdades importantes. A primeira diz respeito a fonte de nossas palavras - o nosso coração. A segunda, sobre a importância do domínio da língua. Hoje caminharemos um pouco mais em nossas reflexões sobre a língua seguindo o texto de Tg.3.9-12. Como podemos perceber se somos dominadores de nossa língua? Os versos de hoje não ajudarão nessa tarefa. A língua é capaz de bendizer ao Senhor e proferir palavras de bênção e, ao mesmo tempo, palavras de maldição (vd. Tg.3.9,10). Note como este tema é importante para Tiago que volta a esse assunto em Tg.4.11 dando um forte advertência aos seus leitores "Irmãos, não faleis mal uns dos outros". Se você é alguém que, constantemente, tem em sua boca palavras maldizentes contra outros, saiba de algo, você não domina de modo piedoso a sua língua. Suas palavras não refletem um coração transformado para amar ao próximo. O maldizente é alguém que está vivendo abaixo do padrão de Deus para a vida dele. Este é o motivo da conclusão do verso 10 - "Não pode ser assim!". A fato de não poder sair algo doce de uma fonte amarga e uma fruta de uma árvore não frutífera (vd. Tg.3.11,12) remete-nos as palavras de Jesus (leia a devocional de terça). Como isso diz respeito a saber se sou dominador de minha língua? Pense em alguém agradável, mas em determinado momento ele começa a fazer críticas, uma atrás da outra, a tudo e a todos. Seus olhos são "treinados" para achar os erros e sua "língua" pronta para dizer quais são. Uma esposa faz uma refeição e o marido, ao invés de encorajar, critica. Depois de um dia de trabalho o marido busca agradar a esposa e esta lhe trata com rispidez, apontando a hora que ele chegou em casa, o que ele não fez e o que precisa ser feito. Isso tudo esta no coração e no momento oportuno é externado. A fonte não é doce e as palavras não serão. Alguém que não domina sua língua será pronto para apontar os erros e reagir as confrontações. Espero que esteja claro como posso saber se sou um dominador de minha língua. Por isso, responda: Qual a sua tendência, criticar (maldizer) ou encorajar (abençoar)? Como você pode perceber isso em sua vida?

Sexta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Tg.1.26

1. Na próxima semana continuaremos nossa reflexão sobre a língua. Todavia, gostaria de falar sobre este último texto em Tg.1.26. Aquele que não refreia a sua língua esta se enganando. Por quê? Porque ainda que fale com o "evangeliquês" sua vida está distante do padrão de Deus. Mudar esta realidade requer uma mudança de coração. Um coração humilde e contrito, disposto a refrear por amor a Deus e ao próximo as palavras e falar de outra forma, uma forma piedosa. Ore pedindo graça a Deus para lutar com a sua língua, a fim de dominá-la.

 

Pr. Davi F. M. Cáceres
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Pr. Davi F. M. Cáceres
Pr. Davi F. M. Cáceres
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