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Devocional
Pr. Davi F. M. Cáceres
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27/11/2012

Justiça PrópriaImprimir

JUSTIÇA PRÓPRIA

 Durante esta semana gostaria de pensar sobre um tema que anteriormente eu já citei em nossas devocionais, porém nunca o exploramos. É o tema da justiça própria. Faremos uma breve reflexão sobre este assunto, clamando pela graça de Deus ao sondarmos os nossos corações, pois a justiça própria corrói as nossas vidas com Deus e destrói os nossos relacionamentos.

Terça-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Lc.18.9-14; I Pe.5.5

1. Este texto de Lucas é fundamental para nós construirmos um pensar acerca da justiça própria. As palavras ditas neste trecho são de Jesus (vd. Lc.18.1). Os ouvintes são os indivíduos cheios de justiça própria (vd. Lc.18.9). Repare na descrição feita por Jesus daqueles que são cheios de justiça própria: a. confiam em si mesmo; b. consideram-se justos; c. desprezam os outros. Estas três características são marcantes para observamos as nossas vidas. A primeira revela todo nosso orgulho e independência de Deus.  A segunda traz a tona os padrões estabelecidos por nós mesmos e pelos quais julgamos aqueles que não se conformam a eles. A terceira escancara a completa ausência de amor daquele que é cheio de justiça própria. O modo de Cristo exemplificar essa verdade é contando um parábola onde Ele contrasta a atitude, maneira e forma de um fariseu e um publicano (coletor de impostos) ao orarem no templo (vd. Lc.18.10). O fariseu é arrogante e seu foco era a exaltação de seus próprios feitos. Seu corpo evidenciava superioridade, "posto em pé". Suas palavras descreviam suas ações diárias que na visão dele o tornavam mais justos do que o publicano que estava ao seu lado (vd. Lc.18.11,12). O publicano tinha uma atitude humilde, onde mesmo em pé, não ousava olhar para o céu e batia em seu próprio peito, humilhando-se e reconhecendo-se como pecador (vd. Lc.18.13). Cristo afirma que o publicano desceu do justificado, pois ele se humilhou e por isso seria exaltado. O indivíduo que se caracteriza pela justiça própria é aquele que considera os seus pensamentos superiores, julga o próximo segundo os seus padrões e confiam em si mesmos. E você, com que você mais se assemelha? Fariseu ou publicano? Que passos você deve dar em sua vida para ser mais semelhante ao publicano? Descreva-os.

Quarta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Rm.9.30-10.4

1. Escrevendo a igreja que estava em Roma, o apóstolo Paulo usará o termo justiça própria para descrever as leis estabelecidas pelo próprio povo israelita para obter a salvação mesmo diante da perfeita justiça que procede de Deus, por meio da fé, que é Cristo. Paulo destaca que os gentios alcançaram a justificação pela fé (vd. Rm.9.30). Israel, contudo, buscava uma justificação por meio das obras e não a alcançou, pois a verdadeira justificação procede da fé (vd. Rm.9.31-33). Paulo, amava o povo judeu, reconhecia que eles eram zelosos, mas o zelo deles era sem entendimento (vd. Rm.10.1,2). A ausência de entendimento os fez criar sua própria justiça para obter a salvação e assim desprezaram a justiça que procede de Deus para aquele que crê (Rm.10.3,4). Veja como este texto é importante para nosso pensar. Podemos estabelecer regras para o nosso viver achando que estamos fazendo algo para Deus, porém estamos desprezando a obra de Cristo. O indivíduo que luta com a justiça própria é alguém que desconhece na sua plenitude a bondade e graça de Deus para com a sua vida, pois acha que ele possuí algum mérito naquilo que realiza. Vemos isso quando, de alguma forma, executamos algo e depois julgamos os que estão ao nosso redor segundo o nosso serviço. Num segundo momento questionamos os motivos por detrás do serviço do outro. Afinal, o padrão a ser alcançado é o meu e não o do Senhor. Pense em sua vida e escreva o quão crítico você é com aquilo que os outros fazem, caso você seja. Aliste de que maneira você critica o serviço do outro. Como você pode lidar com esta área da sua vida segundo as Escrituras e o modelo de Cristo?

Quinta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Mt.6.1-24

1. Os evangelhos utilizam um grupo da sociedade judaica para descrever indivíduos cheios de justiça própria. Estes são os fariseus. Essencialmente eles eram um grupo de pessoas que compunham a sociedade judaica do primeiro século quando Jesus viveu. Todavia, sua vida era marcada por observação de certos ritos e práticas. Muitas vezes estes ritos, ainda que piedosos, eram marcados por corações não transformados. A esse respeito Jesus ensinou os discípulos no Sermão do Monte. Em Mt.6.1, Cristo exorta os seus discípulos a não agirem como aqueles que gostam de exercer justiça perante os outros. Ele usará quatro áreas da vida onde pessoas podem fazer coisas boas com motivos errados, ou seja, para que outros vejam como ele é "piedoso". A primeira área é a doação (vd. Mt.6.2-4). A segunda é a oração (vd. Mt.6.5-15). A terceira, o jejum (vd. Mt.6.16-18) e a última os recursos financeiros (vd. Mt.6.19-24). Lendo estes textos gostaria que você perceberá que em cada uma destas áreas o indivíduo gostaria de ser reconhecido por aquilo que fizera. Ser reconhecido como um doador, como alguém que ora, como alguém que jejua e como alguém que desfruta de um conforto financeiro. A todos o Senhor corrigiu a maneira de pensar e agir. Podemos fazer o que é certo com o motivo errado, somente para ser visto e reconhecido pela nossa própria justiça. Isso é pecado! Descreva outras maneiras onde podemos agir com justiça própria em nosso dia a dia. Qual a perspectiva bíblica sobre essa área que você alistou?

Sexta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Pv.11.1-11

1. Não podemos dizer que todos os Provérbios podem ser listados como fiz hoje, mas me parece haver uma conexão de ideias entre os provérbios que lemos hoje e que nos ajuda a ver a justiça própria bem de perto. Aquele que luta com a justiça própria desenvolve uma balança enganosa - ele não julga com equidade, antes julga segundo o seu próprio padrão (vd. Pv.11.1). Ao agir assim ele se torna ímpio e sofre as consequências de sua impiedade. A retidão, porém, dá frutos de bons. Leias os provérbios de hoje e faça uma lista das consequências do procedimento ímpio e uma lista do procedimento reto. Em seguida compare com a sua própria vida e veja quais são as áreas que você pode aperfeiçoar para ser mais sábio e semelhante a Cristo.
 

Pr. Davi F. M. Cáceres
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Pr. Davi F. M. Cáceres
Pr. Davi F. M. Cáceres
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