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Devocional
Pr. Davi F. M. Cáceres
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18/09/2012

Amizade - Parte 3Imprimir

AMIZADE - PARTE 3

 Terminaremos nossa reflexão sobre amizade nesta semana considerando um aspecto bastante importante que o grau de envolvimento que cultivaremos com as pessoas com as quais nos relacionamos. Nosso modelo será o próprio Cristo. Que Deus nos abençoe em nossos estudos.

Terça-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Pv.1.5-7; II Cr.10.8; Dn.2.16-18

1. Se você tem maus amigos isso é culpa sua, pois os seus amigos você os escolheu. Nós nos associamos, muitas vezes, com aqueles que de alguma forma se amoldam aos nossos objetivos. Se tivermos uma visão errada sobre o objetivo da amizade, faremos escolhas de envolvimento erradas. Quem são as pessoas que lhe cercam? Salomão inicia o livro de Provérbios conclamando seus leitores a ouvirem o sábio e assim haverá crescimento em prudência (vd. Pv.1.5), mas o desprezo a sabedoria demonstrará toda a loucura do homem (vd. Pv.1.7). Daniel é um modelo muito bom de alguém que escolheu ter ao seu lado homens sábios que o auxiliariam em momentos de tomada de decisão (vd. Dn.2.16-18). A escolha dos amigos refletia o desejo de Daniel de temer ao Senhor. Roboão, diferentemente de Daniel, escolheu para si não o conselho dos sábios, mas o conselho daqueles que lhe favoreciam (vd. II Cr.10.8). A escolha de Roboão refletia o seu coração desejo de poder. Aqui chegamos a um ponto bastante importante. Ainda que devamos nos relacionar com todos, o nível de envolvimento deverá ser particular. Por quê? Porque nem todos são sábios e nem todos nos orientarão sabiamente. Por isso podemos dizer que há diferentes níveis de amizade. Haverá pessoas com quem compartilharei algumas coisas e não outras. O que determinará o nível de compartilhar? A maturidade dos que estão envolvidos na amizade tanto a minha como a do outro. Nesse sentido, o conceito popular de "o meu melhor amigo", talvez não seja bíblico. Mas o conceito de amigos maduros na fé que nos auxiliam em áreas distintas a buscar uma vida mais parecida com Cristo, parece ser mais bíblico. Ou seja, teremos alguns bons e piedosos amigos e não "o melhor amigo". Quem são os sábios que você escolheu para estar ao seu lado? Como você os escolheu? De que maneira você cultiva estas sábias amizades? Descreva.

Quarta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Mt.5.18-22; 9.9; 10.1-4; Mc.3.18

1. Ao olharmos para Cristo veremos que Ele desenvolveu inúmeros relacionamentos durante a sua vida, tanto com aqueles que criam Nele como com aqueles que o questionavam o seu ministério. Ele amava a todos, mas desenvolveu níveis de relacionamentos distintos. O que faremos, então, é olhar para estes relacionamentos de Cristo. Dentre todos aqueles com quem Jesus se envolveu ele escolheu doze que o seguiriam de maneira mais íntima (vd. Mt.10.1-4). Dentre estes havia homens completamente diferentes. Pescadores como Pedro, André, Tiago e João (vd. Mt.5.18-22); um homem coletor de impostos, Mateus (vd. Mt.9.9); um outro que era zelote, Simão (vd. Mc.3.18); e assim por diante. Pessoas instruídas e pessoas sem instrução estavam juntas para auxiliar o Mestre a proclamar a mensagem. Jesus os escolheu independente de sua condição e posição social para se envolver mais intimamente com eles e para auxiliá-Lo. Ao olharmos para Cristo vemos que seus relacionamentos íntimos não foram estabelecidos com base em padrões culturais, sociais e financeiros. Ele escolheu pessoas que estavam ao seu redor. Nós podemos ser seletivos e escolher como nossos "amigos" somente aqueles que são, de algum modo, do mesmo estrato social. Isso é pecado! Jesus não fez isso. Ele se relacionou intimamente com todos. Você tem dificuldade em se relacionar com pessoas que são/estão em outro tipo de situação social? Escreva os motivos de sua dificuldade ou facilidade. Diante do modelo de Cristo o que você deve colocar em prática em sua vida de relacionamentos.

Quinta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Mt.17.1-8; Mc.5.35-43; 14.32-42; Gl.2.9

1. Jesus durante o Seu ministério terreno desenvolveu relacionamento com inúmeras pessoas. Durante o Seu caminhar escolheu doze que andariam de modo íntimo. Dentre estes doze escolheu três que tiveram a oportunidade de viver experiências únicas e exclusivas com Cristo. Em Mt.17.1 vemos que Jesus em determinado momento de Sua trajetória chamou Pedro, Tiago e João para desfrutarem de uma intimidade maior com Jesus. Nesta situação específica, os três vivenciaram a transfiguração de Cristo (vd. Mt.17.2-8). Em outra ocasião, quando Jesus foi curar a filha do chefe da sinagoga apenas Pedro, Tiago e João acompanharam a Jesus (vd. Mc.5.35-43). Nos seus últimos momentos, quando estava prestes a ser preso, Jesus foi orar e chamou somente aos três para que fossem com Ele. De alguma forma, Cristo entendeu que poderia confiar a sua intimidade de modo mais particular a estes três homens. Em Gl.2.9, Paulo relaciona o nome de Pedro, Tiago e João e os coloca como colunas da igreja. Não sabemos como os discípulos reagiam frente a escolha de Cristo de ter estes três homens bem próximo dele, mas deveríamos olhar isso como um modelo para nós. Devemos nos relacionar com todos, podemos ter pessoas mais chegadas e ainda, dentre estas, desenvolver relacionamentos mais íntimos. Cristo investiu neles e eles se tornaram líderes na igreja. A amizade deles com Jesus produziu edificação e amadurecimento aos três, pois andaram com alguém sábio, o próprio Deus encarnado. Como você reage quando não é chamado para algum ajuntamento? Descreva quais são suas reações e pensamentos. Você entende que, quando não é chamado para um ajuntamento mais íntimo, há uma disposição contrária a você? Que motivos o levam a considerar dessa maneira? Como o exemplo de Cristo, que foi seletivo em sua intimidade, modifica a seu pensar? Que passos você deve dar para crescer nessa área?

Sexta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Pv.25.17; Lc.19.1-10; Jo.2.1-12; 11.1-46

1. Um último refletir sobre amizade. Jesus andava com muitos, escolheu doze que lhe acompanhassem e três para que desfrutassem da intimidade. Porém, não vemos isso sendo exclusivista. Ele se relacionava com sua família, ia a encontros sociais (vd. Jo.2.1-12), desfrutava da amizade de amigos que não os discípulos e sofria a ponto de chorar por eles (vd. Jo.11.1-46), sentava com pessoas desconhecidas (vd. Lc.19.1-10), ou seja, Jesus não tinha exclusivismo. O que quer dizer em outras palavras é: "Somos nós, somente nós, ninguém mais que nós". O texto de Pv.25.17 nos alerta sobre isso. Aquele que se torna demasiadamente presente na casa do amigo terá problemas com ele, pois ele se cansará. Por isso, assim como Jesus tenha amigos íntimos, mas não faça desses relacionamentos um impedimento para outros. Contemos com a graça para desenvolvermos relacionamentos como Cristo desenvolveu.

Pr. Davi F. M. Cáceres
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Pr. Davi F. M. Cáceres
Pr. Davi F. M. Cáceres
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