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Devocional
Pr. Davi F. M. Cáceres
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11/09/2012

Amizade - Parte 2Imprimir

AMIZADE - PARTE 2

 Na última semana começamos a pensar sobre as nossas amizades. A palavra de Deus é rica em modelos e ensinos sobre relacionamentos e queremos ser sábios ao considerá-los para nossa edificação e glória de nosso Deus.

Terça-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Mt.14.22,23; II Tm.4.16,17

1. Terminamos nossas reflexões na semana passada afirmando que a solidão deliberada é fruto de um coração egoísta e isso é expresso nas Escrituras. Porém, há na Bíblia momentos onde o estar só é extremamente bom e fruto de decisões piedosas. Mateus 14.22,23 descreve um fato na vida de Cristo. Depois de ter realizado a primeira multiplicação de pães e peixes Jesus despediu as multidões e os seus discípulos e foi para o monte orar. O nosso Senhor escolheu ficar sozinho para que pudesse orar. Note a diferença entre a decisão do egoísta que busca os seus próprios interesses e a de Cristo, que após passar um longo dia com pessoas decidiu ORAR sozinho. Orar é relacionar-se com o Pai. Cristo deixou de relacionar-se com pessoas para relacionar-se intimamente com o Pai. Tem sido essa a sua decisão para ficar sozinho, relacionar-se com o Pai? Um segundo exemplo de solidão que temos nas Escrituras nos é dado por Paulo. Levado para prisão em Roma ele teve que se defender e ninguém apareceu para auxiliá-lo neste processo (vd. II Tm.4.16). O termo que Paulo usa é "abandonado". Por que todos abandonaram Paulo? Possivelmente porque defender a Paulo era concordar com o motivo que o levou a prisão o que, provavelmente, também conduziria a testemunha de Paulo à cadeia. Nesse sentido, a defesa da fé cristã em ambiente hostil pode levar alguém a desfrutar de solidão. Neste caso vale também lembrar o verso seguinte de II Timóteo - "o Senhor me assistiu". Paulo desfrutou do conforto que o Senhor traz. Se você se sente sozinho seria por que você tem defendido a fé em um ambiente hostil e isso feito com que pessoas se afastem de você? Por favor, só não confunda defender a fé com grosseria e rudeza.

Quarta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Pv.27.17; Rm.14.19; Hb.3.12,13

1. Uma vez que relacionamentos foram criados por Deus e expressam o relacionamento existente na Trindade, qual o objetivo das amizades? Gostaria de propor um propósito para amizades bíblicas. Este objetivo será construído sobre dois alicerces. O primeiro deles é o alicerce da edificação mútua. O texto de Pv.27.17 nos ensina que a amizade bíblica é aquela onde um amigo afia outro amigo. Esta figura trás a ideia de tornar o outro mais aprimorado na sabedoria bíblica. O apóstolo Paulo orienta a igreja em Roma a edificar na vida uns dos outros (vd. Rm.14.19). Ao me relacionar com alguém deveria desejar auxiliá-lo no processo de ver o caráter de Cristo sendo formado nele. A mesma exortação é dada pelo autor de Hebreus aos seus leitores em Hb.3.12,13, onde ele estimula que cada irmão encoraje o outro a não permitir que o coração deles se torne incrédulo. Todos estes textos mostram que um dos alicerces dos relacionamentos é a edificação mútua, um auxiliando o outro. Amizade, neste sentido, não é egoísta. Não busca aquilo que é melhor para mim e sim aquilo que é melhor para o outro ser mais semelhante a Cristo. Olhando para as suas amizades, você tem sido aquele que busca edificar na vida de seu amigo? De que maneira você pode ser alguém que edifica na vida do seu amigo?  Pense em maneiras de fazer isso em seus relacionamentos.

Quinta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE Rm.8.29; Cl.3.16,17

1. Uma vez que o primeiro alicerce é o da edificação mútua precisaremos definir qual o modelo dessa edificação. Ninguém constrói uma casa sem saber como ela será. Ao menos um projeto básico se tem, onde o número de quartos, salas, banheiros, cozinha está descrito. Do contrário, edifica-se uma casa desordenada. O mesmo ocorre com as amizades. A edificação mútua tem um objetivo que será o nosso segundo alicerce. A amizade visa a transformação de caráter a imagem do Filho. Em Rm.8.29 vemos descrito qual deve ser o objetivo de nossa vida. As amizades não devem ter um propósito dissociado do propósito da vida. Assim a edificação mútua tem como objetivo auxiliar o meu amigo a ser mais semelhante a Cristo. Uma vez que este é objetivo das nossas amizades devemos entender como podemos fazer isso. Colossenses 3.16,17 diz que devemos instruir e aconselhar uns aos outros e para a Glória de Deus. Nossas amizades visam glorificar a Deus. As vezes achamos que o nível de intimidade permite certas liberdades que violam o foco de sermos a imagem de Cristo para a Glória de Deus. Podemos agora descrever um objetivo para as amizades: Desenvolver relacionamento para a edificação mútua visando a transformação de caráter a imagem e semelhança de Cristo Jesus para a Glória de Deus. Qual tem sido o seu objetivo para as suas amizades? De que maneira você pode desenvolver relacionamentos que sejam alegres, duradouros e bíblicos em sua dinâmica? Escreva maneiras para implementar isso em sua vida.

Sexta-feira

TEXTO: LEIA O TEXTO DE I E II TIMÓTEO

1. Gostaria de propor uma dinâmica diferente nesta sexta-feira. Vá numa chave bíblica e procure o termo Timóteo. Depois leia os versos que ali estão tentando visualizar uma breve história da vida de Timóteo. Observe de onde ele veio, quando começou seu ministério, quem o chamou para servir, se ele é coautor de algum livro do Novo Testamento. Depois de conhecer um pouco mais de Timóteo leia as cartas de I e II Timóteo e lembrando-se do objetivo da amizade, descreva como Paulo foi esse amigo que edifica a imagem de Cristo para a Glória de Deus. Aliste os encorajamentos, as repreensões, as correções de propósito, tudo o que você achar importante para sua vida de amizade e relacionamento. Em seguida, descreva como você pode ser um amigo como Paulo foi para Timóteo.

Pr. Davi F. M. Cáceres
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Pr. Davi F. M. Cáceres
Pr. Davi F. M. Cáceres
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