Atributos de Deus
Iniciamos uma nova série de mensagens onde nos deteremos nos Atributos de Deus. Focaremos alguns atributos e, certamente, seremos consolados e confortados à medida que formos explorando as Escrituras. Inevitáveis são os contrastes entre as volúveis inclinações humanas e o caráter imutável de Deus.
O primeiro atributo abordado foi a Fidelidade de Deus. Destacamos duas certezas acerca da Fidelidade de Deus. A primeira: Embora o infiel não escape das más consequências de suas escolhas, o Senhor mantém a Sua fidelidade porque não pode negar-se a si mesmo. Diante desta certeza pensamos em três implicações: a. O Senhor não nega Sua fidelidade aos Seus servos ainda que pontualmente estes não sejam eticamente exemplares (Gn.12; 20). Quando o Senhor faz uma promessa Ele a cumpre integralmente ainda que os servos se mostrem vacilantes diante de uma escolha difícil; b. O Senhor não nega a Sua fidelidade àqueles com quem estabeleceu o seu pacto (servos) ainda que por algum tempo sejam desobedientes e desleais (Jz.3.7-31). Deus nunca abandona aqueles com quem estabeleceu Sua aliança, mesmo diante da rebeldia e dura cerviz do povo que se reciclava no mesmo pecado; c. O Senhor não nega Sua fidelidade aos Seus servos mesmo quando estes estão temporariamente cansados ou confusos (Nm.20.7-13; I Rs.19.3-18). O cansaço de Moisés diante das constantes reclamações do povo custou caro, mas o Senhor manteve a Sua promessa de dar água ao povo, ainda que Moisés tivesse sido desobediente (Sl.117.2).
A segunda certeza: A fidelidade do Senhor é corretiva, infalível e sempre oportuna. Em Sua fidelidade o Senhor também corrige os Seus amados (Sl. 119.75). Em Sua fidelidade o Senhor cuida dos seus amados suprindo suas reais necessidades (Sl.37.25; II Rs.4.1-7; I Rs.17.7-15). "Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu" (Js.21.45).
A Fidelidade do Senhor para com Seus servos, em todos os momentos e circunstâncias, é suficiente, oportuna e irrevogável (II Tm.2.13).
O segundo atributo que estudamos foi a caráter protetor de Deus. Num mundo que jaz no maligno não temos plenas segurança. Somos incapazes de prover total segurança para nós mesmo. O pensamento teológico preponderante, entretanto, coloca a proteção do Senhor muito mais dentro da ficção do que da realidade. Este movimento parece afirmar que em muitos momentos o servo do Senhor não pode mais sofrer, do contrário, Deus não é protetor. A proteção do Senhor significa que seremos sempre poupados de todo mal? Dentre muitas, duas compreensões foram ressaltadas:
A primeira compreensão: As Escrituras afirmam que o Senhor sonda soberanamente todos os caminhos dos Seus servos e os guarda e protege (Sl.139.1-12). Nunca estamos fora da supervisão de Deus e se Seu olhar cuidadoso. Saber disso consola e ao mesmo tempo constrange. Consola porque nada foge ao controle e constrange porque o Senhor vê o nosso coração pecaminoso em sua plenitude. Diante da insegurança circunstancial e temporal podemos confiar nAquele que tem todo o poder para proteger (Sl.121). O nosso socorro vem do Senhor! O conhecimento do cuidado protetor de Deus infunde segurança e esperança (Sl.33.18-22). Contudo, o cuidado protetor de Deus anda lado a lado com a responsabilidade humana (Pv.2.7). O cuidado protetor de Deus não se dissocia da obediência à Sua Palavra (Pv.30.5).
A segunda compreensão: A proteção do Senhor está intimamente ligada aos Seus propósitos soberanos. A fim de que Seus propósitos soberanos se estabeleçam, o Senhor pode utilizar os ímpios para proteger os Seus servos (Js.2.1-16; 6.22-25). A proteção do Senhor, porém, não significa ausência de sofrimento ou de perda/dano. Em todo o tempo Deus protegeu a Jó (Jó.1.8-12; 2.6). A proteção estendida por Deus a Jó estava acompanhada de perdas. Isto porque, a proteção do Senhor está intimamente ligada aos Seus propósitos soberanos. Em todo tempo Deus protegeu o apóstolo Paulo em meia a muitas dores (At.14.19; Gl.6.17; II Co.11.23-25). Quando excluímos este aspecto do estabelecimento dos propósitos soberanos de Deus de nossas ponderações teológicas teremos dificuldade em relacionar a proteção de Deus com Suas permissões. Exemplos desse relacionamento: a. A execução de Tiago, bispo de Jerusalém (At.12.1,2); b. A morte de Cristo. Nós podemos ter uma certeza: Nós estamos do lado do vencedor (Rm.16.17-20; Ap.21.7,8; 21.27-22.5). Proteção total nos está assegurada na eternidade futura, quando dela desfrutaremos ao lado de Jesus.
Daí porque a maciça corrente teológica contemporânea aborda e discorre sobre a proteção de Deus com uma perspectiva muito mais próxima da ficção do que da revelação de Deus, da realidade bíblica.
Os servos de Deus desfrutam da inescapável e perfeita proteção do Senhor em todas as situações, porém, Sua proteção sempre se dará em perfeita harmonia com Seus propósitos soberanos.
Outros atributos serão colocados no ar com o decorrer da série. Nos acompanhe!
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